1) Como foram os seus primeiros passos como escritor/ escritora? Conta para nós sobre o início de sua carreira?

Como criança que gostava muito de ler, vivi envolta por livros. A escrita veio aos poucos, nos artigos em jornal sobre minha profissão, a fonoaudiologia. Avançou durante alguns anos em um blog onde me expressava sobre tantos assuntos. Neste blog, publiquei uma história infantil que teve grande aceitação e que despertou essa vontade de escrever para crianças. Um curso de desenho cuja professora me perguntou “você tem um personagem na sua imaginação? Vamos desenhá-lo?”. Tinha, o Bartolomeu, elefante que nasceu numa história que inventei para meus filhos quando pequenos.

2) Na sua infância, como foi o seu contato inicial com a literatura? Qual estória, livro ou gibi que mais te marcou quando pequeno/pequena?

São tantos. Mas o que me vêm mais fortes são os contos de fadas, os livros da Laura Ingalls, uma espetacular edição de Robinson Crusoé, Mulherzinhas, Asterix. Livros para mim, eram o melhor presente, as melhores férias, o melhor Natal.

3) Qual é o estilo de estórias que mais te prende em um livro? O seu gênero literário favorito.

Atualmente vivo uma fase de suspenses. Me prendem.

4) Como você tem percebido o perfil da geração atual de leitores, suas preferências e hábitos?

Na minha experiência na literatura infantil e com o Coletivo Era Uma Vez, vejo que este tipo de literatura está passando por um momento de valorização, de primor maior de qualidade e conteúdo. As crianças, em si, são naturalmente interessadas por histórias, está no adulto o poder de oferecer boa leitura e manter o gosto pelos livros.

Já nas ações da Freguesia do Livro, confirmamos que muitas vezes o leitor não surge por falta de estímulo e acesso.

5) Para você, qual é o papel do espaço escolar e das bibliotecas na formação de cidadãos, leitores e possíveis futuros escritores e escritoras?

Bibliotecas  e escolas são essenciais. São os lugares onde a leitura nasce e mora. Deles, brotam leitores. E escritores.

6) Qual é o recado que você daria para jovens que se interessam pela escrita literária e tem vontade de entrar nesse ramo?

Leiam muito para construir sua própria linguagem. E aí arrisquem. Escrever se aprende escrevendo.